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Pedir uma prestação: como decorre

3 min de leituraL'équipe Fox Rider
Uma mão com uma caneta sobre um documento pousado numa mesa de madeira

Desde este ano já não me limito a alugar material: também me desloco com ele e sou eu quem filma. Um pedido de prestação não se parece, por isso, com uma reserva de aluguer. Não há carrinho, nem cartão bancário, nem data que fique bloqueada quando clica. Há um pedido e depois um orçamento — e entre os dois, eu a abrir a minha agenda.

Cinco perguntas, por esta ordem

O formulário parte do que está a organizar, nunca do meu material. Ninguém acorda a pensar que precisa de uma captação 360: prepara-se um casamento, uma visita, um seminário. Traduzir isso em câmaras, drone ou instalação é o meu trabalho. Daí a ordem das cinco etapas:

  • O que está a organizar — uma festa, um imóvel, um projeto de empresa, ou outra coisa.
  • O local — a morada exata, escolhida na lista, para que eu situe o sítio e não só a cidade.
  • O momento — o dia, a hora de início, a duração. Uma noite que acaba depois da meia-noite está prevista; um evento de vários dias também.
  • O que quer — doze caixas, nenhuma obrigatória, nenhuma marcada à partida. Preparam o orçamento, não o calculam.
  • O seu orçamento e as suas palavras — o orçamento é facultativo; o relato do seu projeto é o único texto de que preciso mesmo.

Agenda mensal aberta numa página em branco, com casas de dias vazias

Dois tempos comerciais, não um

É a diferença mais importante face ao aluguer, e a que se percebe mal quando se chega do catálogo. Alugar é uma compra: escolhe, paga, fica reservado. Pedir uma prestação é pedir um orçamento. A página não debita nada nem pede cartão. Se eu não puder assegurar, não tem nada a recuperar, porque não pagou nada.

O orçamento chega depois, escrito à mão. Separa a mão de obra das despesas de deslocação e não sai sozinho: primeiro vejo se é exequível. Aceita-o respondendo à mensagem, e só então bloqueio a data. A fatura vem depois da intervenção, nunca antes.

O que decide realmente a minha resposta

Três coisas, e não o valor que indicou. Primeiro a agenda: trabalho sozinho, e dois eventos no mesmo sábado à noite não existem. Depois a exequibilidade — o acesso, os horários impostos, a autorização a pedir ao local e, para os planos aéreos, as regras aplicáveis àquele sítio naquele dia, que verifico antes de orçamentar. Por fim os constrangimentos do local, os que só você conhece: um andar sem elevador, uma sala que só abre às seis, uma vizinhança a poupar.

Rua inclinada da Croix-Rousse, em Lyon, num dia de chuva, com calçada molhada e fachadas cinzentas

Vou ter consigo, não devolve nada

Nenhuma encomenda parte por este caminho. Desloco-me a toda a França; dentro de Lyon a deslocação está incluída, fora calculo-a à mão no orçamento, sem tabela quilométrica automática. E não há pré-aviso mínimo: mesmo para este fim de semana, prefiro abrir a agenda e responder-lhe com franqueza a fechar a porta de antemão. Se o local o preocupa mais do que a data, o ponto de partida é o mesmo — o levantamento em Lyon só diz respeito ao aluguer.

E se preferir filmar você mesmo

Então o catálogo de aluguer continua a ser a porta certa, e muitas vezes é a melhor escolha: em muitos eventos, uma câmara bem preparada nas mãos de quem conhece o sítio vale mais do que um operador que o descobre. O guia do material para um evento diz o que prever. Se ao lê-lo perceber que não terá tempo nem vontade de segurar a câmara nessa noite, é exatamente a altura de me enviar um pedido. E se alugar em nome de uma sociedade, a fatura e o IVA seguem as mesmas regras dos dois lados.

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